quarta-feira, 25 de junho de 2014

sobre a porta aberta

ela só queria a porta aberta porque com ela aberta ela conseguia ver o sol sentir o vento e enfim sentir-se livre. aquele vento com aquele sol com aquele quê de liberdade fazia com que ela aceitasse a condição de ser feliz. a felicidade, ela sabia, era algo mais presente quando enfim se aceitava. de fato coloca-se barreiras no meio do ser feliz mas isso também faz parte do processo. aquela velha história de que para caminhar para frente e avante, às vezes é necessário um recuo ou uma pequena volta. evitar armadilhas ou caminhos não seguros é importante, mas não vital. e ela sabia. ah, sabia. o medo e o pavor e a sensação de desespero eram íntimos e intrínsecos àquele caminhar. no rumo certo ela sentia estar. e estava. com a porta aberta, ela sentia a liberdade do vento do sol e de ser si mesma. ah, a porta aberta...

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