sexta-feira, 28 de março de 2014

da alma

dejalma sabia que seu nome vinha de uma relação de sua mãe com a palavra alma. o jota foi acrescido apenas para dar sonoridade no que seria dealma. ele tinha em seu poderio uma facilidade gigante de fazer com que as coisas dessem certo. alguns diziam ser o nome que o inspirava a tanta coisa boa & útil & tantos outros adjetivos, mas ele sabia que no fundo nada tinha a ver. sabia e respeitava que as almas existiam e que seu nome fazia homenagem àquela história misteriosa, escondida no mundo. as almas estão aparentes & nuas & quase indefesas, mas pouca gente consegue enxergar. é como olhar para o infinito céu azul e não perceber as nuances dos milhares de tons existentes, atribuindo à cor apenas um tom e só. não. tudo é perfeitamente cíclico e talvez nisso esteja o entender de tudo o que se anseia aprender ou meramente saber. a onda do mar, a lua, as flores, plantas, minúsculos microscópicos seres, e também os gigantes do oceano, do deserto e das florestas: tudo interligado. tudo com a mesma base para se entender. dejalma sabia que estava longe de compreender e mais ainda de ser compreendido, mas sabia que a aceitação de que algo maior existia era necessária. talvez por causa da alma, ele não acreditava que as estrelas morriam e apenas viravam pó cósmico. ele sabia que em seu íntimo repousavam átomos e partículas menores ainda que pertenceram a dinossauros, antepassados e até mesmo seres de outras galáxias. o que ele não sabia & ao fim de sua vida viria a saber que jamais saberia era o propósito de tudo. inclusive das almas.

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