quarta-feira, 13 de novembro de 2013

de amor


ele não sabia o quê nem quando nem se esperar, até porque passou muito tempo não acreditando naquele tipo de coisa. assistia a situações do gênero e não entendia que aquilo era de fato possível. sabia que aquela alimentação excedia em certo nutriente mas que apresentava deficiência em outro.


ela, mais ainda que ele, acreditava que de amor se alimentar possível não era, e seguia desacreditada daqueles que isso faziam em sua presença. sentia vezes asco por vezes sentia pena e em outras poucas situações sentia vontade de sair gritando & tentar arrancar de seu extravasar um porquê uma razão um motivo.

ele acreditava que era estranho quem de amor sobrevivia e ela sabia que estranho era sobreviver de amor. nisso faziam par & satisfaziam o oposto daquilo que pregam por aí. sempre dizem que os opostos se atraem mas aquilo era uma total inverdade. as tampas de panelas, tampinhas de laranja & almas gêmeas mais tinham de ter muito em comum, para que alguma coisa funcionasse, do que serem diferentes distantes disformes para serem felizes.

e foi assim que ele a conheceu. ou ela o conheceu. nunca se ficará sabendo & pouco importa ou faz sentido. aquilo que falavam as músicas o cinema e grande parte dos poetas chegara sem aviso. ele soube no primeiro instante. ela relutara por um período, mas logo foi acometida por uma sensação frenética uma necessidade uma vontade inexplicável de. ele soube e sabia e queria e sentia. ela relutara e bradara e pensara pensara pensara. e isso fez com que as coisas acontecessem.

ela quis gritar para o mundo, mas agora com outro significado. quis extravasar o que sabia ser felicidade. ele, hoje estranho que de amor se fartava, nutria & mantinha-se com o excesso e a deficiência daquela alimentação. os desencontros dele o levaram a ela, bem como os encontros perfeitos dela traduziram-se no encontrá-lo. 


desde então adeptos, foram se fazendo sendo tendo sofrendo enfim vivendo.

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