segunda-feira, 14 de outubro de 2013

a certeza do espaço

nila era apaixonada pelo escuro do céu pelo brilho das estrelas pelo infinito do mar. sabia que o céu era infinito também e que o mar era brilhante vez em quando e que nem todas as estrelas lá de cima estavam vivas. pela constante preocupação com o que aconteceria em seguida como seguiria em frente como seriam as coisas, nila analisava o breu o negro o espaço em busca de uma fagulha de esperança de motivação de certeza. não gostava daquela sensação de não saber por certo das coisas que via vivia sentia. não gostava tampouco daquela certeza de que o escuro do céu que o infinito do mar que o brilho das estrelas eram sinceros. sinceros pois traduziam muito com pouco ou com o que aparentava pouco: a única firmeza de sua vida estava incondicionalmente interligada ao fim. sabia que o brilho seria eterno mesmo que morto e que o mar e o céu eram escuros & infinitos. invejava seus objetos pelo que de mais bonito tinham: suas certezas contínuas.

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