segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

alimento de eus

a minha maior satisfação é a plena consciência que em mim reina que estou submetido que vivo em prol de. sempre tenho orgulho de dizer que vivi lutei e enfim morri por aceitar e acreditar que a consciência era a coisa mais autófaga já vista antes e que talvez por isso somente por isso e nada mais ela se concretizasse de tal forma na minha existência. eu tinha vivido três décadas de muito trabalho diversão e desamores, assim como todas as outras pessoas da vida. a desalmada nunca correspondera ao amor nunca me entreguei ao trabalho diversão e aos desamores me viciei: do ilícito caí na vida, da vida, tirei o desamor, do desamor, busquei na autofagia um dos poréns de minha própria consciência: alimento este que eu tinha ciência me tirar alguns anos de vida, mas que naquele momento não me faziam falta e na verdade não muito fariam a partir dali, logo eu saberia. no fim dos tempos, pelo menos do tempo como eu era acostumado a lidar, foi simples: a minha característica mais marcante de me autossustentar foi também a que facilitou minha partida. no meu último suspiro de vida me nutri: mas também morri. morri aceitando que da minha consciência eu me manteria: morri aceitando que para me manter teria de me alimentar de mim mesmo.

2 comentários:

Aline Pinho disse...



"morri aceitando que para me manter teria de me alimentar de mim mesmo."

Creio que vc não vai se lembrar de mim, mas nesses dias estava aqui me alimentando de mim mesma (no meu contexto) e lembrei-me de pessoas nas quais eu simplesmente deixei para trás (um antigo vício ) e me veio o seu blog em mente (uma vez vc me apresentou). Enfim, li os seus textos que por sinal continuam ótimos e com uma certa "cara de pau" estou aqui comentando.
Vamos lá vê se vc se lembra de mim: estudei com vc na turma de jornalismo da Unieuro, tranquei minha matricula e sumi; literalmente de todo mundo, mantenho contato somente com a Jamile.
Desculpe a “cara de pau" novamente. Desejo tudo de bom para vc. E olha vc fez parte de um momento muito importante para mim, que foi me libertar do vício de sumir (no meu caso bem diferente de alimentar)em mim mesma e não considerar as pessoas tão bacanas que passam em nossas vidas.

Tudo de bom e muita sorte.


Lucas Soares disse...

oi, aline! óbvio que não só me lembro de você, como lembro do seu completo abandono à minha pessoa, sem falar no restante do pessoal. foi algo que eu realmente nunca entendi. te liguei várias vezes, nunca consegui de fato contigo falar.

mas, a vida anda, e acredito que você teve seu(s) motivo(s). ninguém, a não ser você, claro, tem o direito de te cobrar uma explicação ou algo do gênero, até mesmo porque o tempo se encarrega das coisas.

fiquei muito surpreso e feliz ao ler seu comentário. desejo tudo de bom para você também. espero que sua vida esteja nos eixos de novo! um grande abraço e boa sorte!

beijão.