segunda-feira, 5 de novembro de 2012

dos voos mais altos

josé caminhava com o filho e num rompante sistêmico percebera que poderia sim voar muito mais alto do que naquele instante se enxergava. então o filho o chamou, trazendo-o de volta à realidade. continuaram o passeio até o momento em que abruptamente josé se perdera em mais um devaneio. dessa vez, conseguira projetar-se longe dali, num futuro próximo e sem elos, sem amarras e sem pestanejos. naquele instante, vivera o que sempre quisera: enviara seu corpo&alma numa viagem que transcendia tudo o que ele conhecia. mais uma vez, a voz do filho o trouxera de volta de sua aparente letargia. josé caminhava com o filho e num instante percebera que o filho ali não mais estava. o filho ao longe voava, já há algum tempo, e ele ainda estava perdido&preso naquilo que era e naquilo que poderia ser. tudo que fizera na vida fora se doar fora doar de alma pra alma fora doar inclusive denotações: desconhecia grande parte daquilo que repudiava: desgostava fortemente daquilo que desconhecia: e nesse ciclo se viciava. 

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