sexta-feira, 26 de outubro de 2012

o todo do processo

daquele processo de expansão, eu sabia já sabia já temia, não eram todos que podiam queriam tentariam participar. do compreensível, eu conseguia me ater ao gosto amargo dali proveniente, enquanto do desconhecido levo um gosto doce, gosto de vida. daquele processo, ao fim, de saberes, o entender era algo cabido ao calejar. as experiências eram alimento do dia a dia de sua alma. do pó para o pó. do mundo ao mundo. aquele expandir era mais um processo analítico que prático. do macro ao micro, a diferença sempre foi mínima. do micro ao macro, as semelhanças são assustadoras. nada faz mais sentido do que a falta de sentido para tudo. e, talvez, esta mesma falta de sentido que acaba sendo o fator de centralização de todos os sentidos, seja uma grande reserva do mistério de tudo. se é que, mesmo tão aberto, mesmo tão evidente, as coisas reservam seu direito intrínseco de resguardar os reais motivos de tudo. todo indagamento fazia parte daquela tentativa falha de se compreender o processo como um todo. é como se fosse uma questão dentro da outra: da mesma forma que dois pontos nos proporcionam uma imersão de sentidos dentro da explicação de um novo ponto: a ideia de se entender o todo é como um salto no infinito: o todo coexiste por conta de uma explicação, logo, a explicação fundamental que explica a questão previamente discutida já não vale mais para os formadores daquele motivo. ilustro: o todo tem um motivo para existir: no entanto, o existir necessariamente precisa de um novo existir para explicar o seu motivo de estar ali. então, para o todo existir, existe uma explicação, que já seria falha ao explicar o motivo do próprio existir. no final das contas, o conjunto de universos forma exatamente o quê? o mais íntimo dos nossos micros?

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