quarta-feira, 5 de setembro de 2012

enfim, o fim II

num rompante de sinceridade, dissera:
- por acaso pedi para que suas expectativas ficassem tão altas?

meio deslocado, sem jeito, tentara responder:
- por acaso, esse pedido veio de forma inconsciente no nosso amor.

pensara. não respondera. naquela noite, enquanto o mundo acabava, ele buscava contemplar o céu, que estava negro. a poeira no ar, pela alta velocidade dos ventos, estava dançante e ele ouvia aquela música no ultimo volume, fumando seu último cigarro do dia. de um momento ao outro, o corte dilacerante daquela frase ouvida mais cedo o fazia se perder em si mesmo: e devaneava, devaneava, devaneava... quando dera conta, sobrara sozinho.

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