segunda-feira, 5 de março de 2012

O peso da consciência

Teresa resolvera aceitar ao afogar que instaurava-se dentro dela. Resolvera acreditar que seus antigos julgamentos de nada mais valiam, que o que ela já fora um dia nada mais era do que mera contribuição para quem ela era naquele instante. Teresa resolvera admitir que o mundo não era aquele que ela pensava ser. E assustava-se: nunca fora. O mundo nunca fora o que jamais pensei. Lutar, render-se, ganhar, perder, ir e vir. Teresa afogava-se num poço de suas próprias antíteses e de suas mais descabidas controvérsias. Enxergava quando agira bem, mas isso fora há muito tempo, tanto tempo tem que não bem me recordo desde tempo muito bem. Teresa vivera num mundo completamente diferente daquele no qual desaguara. Sabia que, agora mais que nunca, estaria à deriva de seus próprios medos, seus próprios eus. Do horizonte, o oceano assistia àquilo tudo. Contemplava ao glorioso momento de transição eterna que aquela alma passava naquele instante. Tudo pelo bem maior, reverberavam as ondas.  

4 comentários:

Maicom disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Maicom disse...

Uma forma bem interessante que a vida conseguiu 'arrumar' para dizer à Teresa e à outras pessoas especiais, sobre certas subjunções, pretensões.
Arriscaria a mencionar que são poucas, as pessoas, que recebem tamanha preponderância...
"Teresa", e eu sei que me entende, mesmo e ainda assim: você é bem interessante. Tente não se comportar, tanto...

Lucas Soares disse...

Oi, Maicom... Acredito que as pessoas possam mudar, não as julgo por isso e é exatamente disso que o texto trata. Felizmente, Teresa - no caso, um link que fiz com alguns fatos - soube reconhecer isso a tempo de sua hipocrisia não cegá-la. Ou, a tempo de sua cegueira ser curada.

Neste texto, Teresa não sou eu =)

Obrigado por suas palavras! Um abraço!

Maicom disse...

Oi.
Sim, sim, sei que não é você; são as circunstâncias, as ironias... gosto disso. Espero que Teresa entregue a interpretação sobre 'não se comportar', a você. É que eu também gosto de metáforas...

Superabraço.