quinta-feira, 29 de março de 2012

A extravagante (loucura de) Anita

Anita ficou estupefata boquiaberta estarrecida a princípio. Não conseguia entender a complexidade de todas aquelas coisas que ouvira ali. Pensava que o trabalho ardoroso que as formigas tinham não fazia o menor dos sentidos quando pensava no choque entre estrelas planetas asteróides buracos-negros corpos celestes e todo tipo de estrutura que pode ser encontrada na imensidão do universo. Pensava nos organismos microorganismos seres-vivos que em seu planeta residiam e se perdia na gigante dúvida do motivo de existência coexistência vida&morte de tantos micros e tantos macros. Não conseguia mover-se daquele buraco que cavara em sua própria realidade depois de ter aceitado ao contemplar&entender de tantas questões sem resposta. Sabia que seus dias estavam fadados a se extirpar esvair acabar agora que ela experimentara tamanha verdade. Sabia que iria até o fim de sua vida tentando ignorar o universo o buraco em que ela estava metida e sua estranheza com a aceitação àquilo tudo. Anita sabia. Anita só não sabia explicar porque nem ela entendia. Anita só não pensava que tanta coisa simples assim podia ser (ao mesmo tempo) tão complexa. Sabia que não importaria o quanto tentasse, seria Anita, seria simples, seria complexa, seria antitética e nisso buscaria o poder para salvar sua alma. E ressaltava salientava fazia questão de deixar claro que por alma ela queria dizer o mais intrínseco à sua existência a mais marcante de suas características sua verdadeira índole. Morrera absortamente feliz.

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