terça-feira, 26 de julho de 2011

A morte da lua

Ela observava o nascer da lua diariamente. Era uma ação corriqueira, diriam se a vissem em sua cotidiana missão, mas era uma forma de estar próxima dele, responderia ela, justificando tal assiduidade em seu ato. Naquela noite, entretanto, noite que supostamente deveria estar clara - a fase da lua era a cheia -, ela estava lá, em seu posto, mas não enxergara nada no usual horário... As estrelas, que costumeiramente enfeitavam o céu e realçavam a beleza de seu objeto de análise, também não estavam lá naquele dia. Diriam, até com certo desdém, que aquela era uma noite nublada e que o segundo dia de lua cheia estaria bonito. Mas, ela sabia. A lua, ela só não sabia explicar como, morrera.

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