segunda-feira, 23 de maio de 2011

O mundo acabou.

Olhei para o céu e não compreendi
Ou um infinito cinza havia se instaurado ali
Ou todas as  nuvens haviam sido 
roubadas

Pobre de mim, pensei, por pensar assim
Pobre de mim nada, indaguei, pense assim sim
e dois em mim 
opinavam

Nenhum deles, enfim, ajudavam a compreender
o infinito cinza instaurado ali
daquele amplo e inaugurado 
sabor

Do certo.
Do pontuado.

Sim, as nuvens haviam sido 
roubadas
dando espaço ao infinito cinza
Pobre de mim, pensei, fadado
Pobre de mim nada, refleti.
Refleti.

O mundo acabou?, acabou, ecoou.
Estou vivo.
Enxergo.

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