terça-feira, 26 de junho de 2012

Conversa sobre o amor

Você me ama? Sim. Sim? Amo. Você é tão sucinto... O que você quer que eu diga? Nada. Me diz... Esse tipo de coisa não se diz não se instrui não se ensina... Não? Não. E como as pessoas chegam às conclusões que chegam? Dizendo o que sentem. Eu disse que te amo. 

Não... Você disse sim quando perguntei se me ama. E não é a mesma coisa? Não. Agora você é quem está sendo sucinto... E você querendo tirar o foco da conversa que estamos tendo. Não. Sim. Eu te amo porque...

...

Porque você me faz feliz. Ninguém é feliz a todo tempo... Podemos não ser felizes a todo tempo, mas me sinto feliz na maior parte do tempo. Tudo bem... Não quero que você fique assim... Assim como? Reticente. Eu não estou reticente. Tá. Se você acha... Quer um cigarro? Não. Por quê? Porque eu te amo demais.

Como assim? Assim. Não entendi. Eu tô te mostrando como surpreender as pessoas. Você me ofereceu um cigarro, eu quero você.

Eu também. Você também o quê? Também te quero. Desisto... De quê? De esperar pelo inesperado. Não entendo. Deixa pra lá... Não... Sim...Por quê? Porque você deveria me dizer as coisas no ato e não da forma que eu espero que você diga. Acho que você tá fazendo drama. Pode achar...

Eu também te quero. O problema é esse também aí. Como assim? Você replica o que digo e só. É  que eu não sou bom com as palavras como você é. Tá bem. Você não acredita... Não é isso...É sim. Parece que falta algo, você não sente falta de algo?

- Não.
- Nada?
- Não.
- Tudo bem, então.
- Eu sei que te amo e isso é o bastante.
- Ah...
- O que foi?
- Você fez todas as células do meu corpo vibrarem.
- Por quê?
- Porque você me disse algo espontâneo, mesmo que estejamos misturados nesse emaranhado de dúvidas e indagações.
- Disse?
- Sim.

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