quinta-feira, 21 de abril de 2011

João e sua visão defeituosa

João nunca ganhava nada e se sentia infeliz por isso. Num dia, conheceu Marina. Marina lhe dera amor. E então a compreensão do infinito do céu transcendeu à razão corriqueira e despretensiosa dele. Ele sempre precisara de óculos durante toda sua vida, mas não os usava. Por Marina, entretanto, suas lentes corretivas lhe foram oferecidas apresentadas concedidas pelo amor. E agora, com a visão nítida real aflorada, ele se sentia mais que feliz. Tanto tempo sem nada ter e, agora, tinha tudo.

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