domingo, 13 de junho de 2010

The world we live in

Assim que a calmaria se fez presente, eu reestruturei o blog. E reestruturei porque entendi. Clarice Lispector dizia que viver ultrapassa qualquer entendimento. E eu não discordo. Mas, venho com um porém. A vida não é "feita" para ser entendida, até mesmo porque isso seria um tipo de missão impossível. Entretanto, é preciso sim entender alguns fatores que podem ser enxergados como engrenagens de um sistema. E este sistema de que falo é o supremo, o maior deles: a vida, em si. 

Como passar por uma tempestade gigantesca sem aprender nada com ela? Seja aprender a conviver com o frio da água que cai do céu, seja a lidar com o imediatismo que a tempestede pede, seja agradecer pela calmaria quando a estiagem chegar. Não importa: algo você necessita tirar de suas experiências. 

E as minhas últimas experiências em tempestade foram válidas, daí então vem a minha surpresa pelo necessitar da calmaria. Não desvalorizo, em hipótese alguma, qualquer tempestade pela qual eu já tenha passado pela vida. A minha única ressalva é que, agora, por ter aprendido com tantas delas, acho mais simples lidar com o que vem depois dela. É como se eu tivesse apreendido a essência. É impossível viver num mundo onde as tempestades não existam: sejam estas tempestades figuradas ou não.

Tudo o que eu consigo pensar agora é no depois. Aliás, até fica estranha esta sentença, porque pode parecer que não me preocupo com o agora, com a única realidade relevante. Do passado compreendo fatos agora e, quem sabe, usarei dele para entender fatos futuros. Mas, o presente, o atual, o momento de agora, este sim é o único material com o qual podemos trabalhar de verdade. O passado não tem como mudar e do futuro não sabemos nada. (In)Felizmente.

Um comentário:

Daniela Ortega disse...

História é meu suporte nessas horas, mas é triste pensar que ela não ajuda, é mentira às vezes. E a única essência que posso apreender é a que eu de fato apreendo.