sábado, 15 de maio de 2010

You paint yourself white...

Foram quatro vezes iguais. Era sábado à noite; comum a todas as vezes: sábado era o dia. Não é que eu esteja sábado à noite em casa sempre. Mas, é bom, vez em quando, ficar em casa, comer algo bem preparado por você, ouvir aquele álbum que você tanto gosta e que, no frenesi do dia a dia, não consegue o fazer. A trilha da noite, no momento de mais uma ligação daquele total de quatro em datas diferentes (mas o dia da semana ainda continua sendo sábado), era Joy Division, com Shadow Play; animal, diga-se de passagem. Um alô fora dito daqui, por mim, e do outro lado aquela vozinha minúscula, baixa, respondera, iniciando mais uma de suas histórias. O mais legal é que a voz era confortante. Mas a história vive em nossa mente e nem sempre consegue sair de lá para que seja compreendida e conhecida por todos. A trilha agora era com April March e sua Deux Garçons Por Une Fille. Mais uma bem legal que faz a noite ter um tipo de magia, não sei. É festiva. E é cantada em francês. E a língua francesa é bem interessante. Devaneios incansáveis e kinda inúteis, né? É daquelas coisas que sai de um A para acabar num assunto bem específico dentro de Economia, por exemplo. Agora Rachael, por She Wants Revenge, doma a noite. Eu gosto do nome Rachael. Acho forte. Uma cantora chamada Rachael Yamagata tem uma voz incrível e suas letras - escritas pela própria Yamagata - bem poetizadas. É bom, você sente que a cantora imprimiu um sentimento real às músicas. E de repente Peter Doherty invade com Last of the English Roses. E tudo parece fazer sentido e a música dá vazão a algo tocável - num nível mental - e bem colorido. ciao.

ps.: No título, um trecho de Nude, do Radiohead.

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