terça-feira, 18 de maio de 2010

O inglês dos dois últimos títulos e dois sonhos recorrentes.

Não sei o motivo, mas senti uma raiva repentina ao olhar os dois últimos posts do meu blog e notar que eles tiveram seus títulos feitos em inglês. Não que eu não goste de misturar os idiomas; na verdade, gosto muito disso e do quanto você saber pensar em mais de um idioma te ajuda quando você escreve. Mas, algo pareceu um pouco distante da realidade. A língua tem esse poder, tanto de afastar quanto de aproximar. E é exatamente do segundo caso que acho estarmos tratando aqui. Apesar do verso de uma música ter servido como título e até fazer sentido no geral do post, isso do primeiro, eu ainda acho que ou uma só palavra, em português, ou mesmo uma sentença - essa bem específica - conseguiria dar conta do recado. A carga ficou grande demais para o pequeno verso. Já no segundo, poxa, exemplo claro de uma tentativa omissão do meu eu mais nítido. Deixe estar, fez-se necessário, como há muito não se fazia.

Tenho sido perseguido por dois sonhos iguais, noite após noite. Não reclamo. Na verdade, até fico feliz. Acordo mais disposto. Fico triste por alguém quando ouço que não conseguem se lembrar dos sonhos que tivera na noite passada ou sonho algum, em alguns casos. Eu me lembro de vários sonhos, diariamente. E eu amo sonhar. Acho que é bem ligado ao fato de que eu gosto dessa possibilidade de viver alguma realidade diferente da minha: mesmo que por um noite, mesmo que por alguns momentos. Alguns condenam isso. Alguns invejam. Não faz diferença para a discussão. Nestes sonhos iguais, acontece o seguinte: estou numa praia. E não estou sozinho. Porém, estranhamente, não consigo identificar as pessoas que estão comigo. Então eu começo a andar na areia, com os pés descalços, e começo a coçar minha nuca. Quando percebo, estou virando areia. E minha pele começa a dissolver quando passo meus dedos nela. Então eu acordo, sempre. Nem sempre os sonhos são na praia. Mas sempre viro areia e acordo antes de saber o que acontece depois que me transformo todo em areia. Eu morro? É um dos meios de voltar à essa realidade que me é oferecida? Nada significa? Não sei. No outro sonho - que eu tenho em outro momento da noite -, há uma efusividade de cores muito grande. Vejo as nuvens brincando com o brilho das estrelas e uma exagerada efusividade de cores como nunca visto fica disponível. De repente, permitem que eu participe dessa mistura de cores e brilhos. E eu acordo, antes mesmo de o fazer. Até parece algumas coisas na minha vida, fazendo uma comparação bem rápida.

E o melhor do post é que nada tem a ver meus sonhos com o assunto referido no primeiro parágrafo. Apesar de ser verdade que, algumas vezes, sonho em inglês. Não esses, entretanto... Até mais!

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