domingo, 11 de abril de 2010

Dos quatro | Alô.

O segundo, dos quatro.

Alô.

Alô disse eu meio naquela de estar sem graça pelo que viria a dizer adiante e ouvi um alô de mesmo tom parecendo prever a mesma situação que eu enxergara. Um tudo bem? seco foi tudo que consegui dizer com a adrenalina já tomando conta do sangue de minhas veias e mais um tudo bem cansado foi o que tive como resposta. Nossos últimos diálogos tinham sido daquela forma: eu pendendo sempre ao pedir e ela pendendo ao desespero do permitir mesmo não sendo sua vontade. No fundo eu sempre me perguntara se de tudo ela sabia ou ao menos desconfiava. Afinal, por mais que me julgasse um bom mentiroso, eu sempre cria que ela sabia, desejava que ela desconfiasse na mais amarga ciência da minha loucura. Tantas viagens histórias mentiras não eram tão cabíveis assim. Da última vez eu dissera ficarei por aqui mesmo e ela num tom baixo feio triste respondeu que era assim mesmo você sempre nos troca por pouco e mal quer saber se estamos vivos ou mortos. A situação sempre sairia do meu controle. Sempre.

Um comentário:

Daniela Dias Ortega disse...

Oi Lucas :)
Tou conferindo as novidades aqui.