quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Sobre frenesi, fogueira e o simulacro.

Dias frenéticos são bons e tem sido minha realidade. Raros são os momentos que tudo parece calmo, quieto. Mas, é um ponto positivo, creio eu. Carpe diem & live fast, die young tem sido filosofias seguidas sem uma real intenção. Consigo enxergar agora, fora do frenesi e, então, compará-los à loucura dos últimos dias.

Não sei, mas parece que a vida anda querendo me fazer engolir de meu mais amargo ser. O ser mesmo, íntimo. Parece querer que decisões, e tudo correlacionado, sejam, de uma forma ou outra, retomados. É até válido. Ou melhor, são até válidos. E, provavelmente, deve fazer parte de algum tipo de aprendizado. Pena que não pude acompanhar sobre tal no Livro dos prazeres. Aliás, é até bom mencionar Clarice. De vez em quando sinto-me como ela mesma menciona em algumas entrevistas televisionadas ou mesmo em seus textos. Por vezes sinto-me deslocado, fora de foco, como se estivesse entrado numa órbita errada. Mas, é só uma sensação, porque a realidade mostra que o caminho é o certo e que, as pessoas, por mais decepções que ainda provem serem aptas a cometer, são também as certas.

Sinto vontade de fazer engolirem um take me as I am e pronto, fim de papo. Apesar de que, neste estágio onde o simulacru me permitiu chegar, já não se faz mais necessário. É óbvio que o fingimento de outrora faz-se presente, mas não em um período integral, que maltrata.

O que resta, agora, são fagulhos de uma fogueira que já teve sua glória, seu ponto alto, seu momento. Fogueira esta, aliás, que foi construída durante um tempo, antes de ser queimada. O queimar, claro, foi algo imprescindível. E digo, com um soluço figurado preso no peito, gostaria que tivesse sido diferente: ou que nunca acontecesse: ou que a plateia fosse outra.


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Andy e Aninha passaram para uma visita rápida, mas creio que foi uma das mais rápidas que já fizeram, pois nem vestígios deixaram desta vez. Tô planejando, nestas pseudo-férias que terei (in fact, não terei férias at all, porque no estágio continuarei trabalhando normalmente), voltar à ativa nos meus escritos e terminar os dois livros que encontram-se incompletos há anos (ouch, é duro ler isso, que já faz mais de dois anos que estão parados). Outro projeto paralelo está começando a germinar. Quando começar a engatinhar, falar, andar, conseguirei falar melhor sobre ele.

Nota: devo muito ao Simulacro: tanto em textos quanto em auto-aprendizado.

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