quinta-feira, 5 de novembro de 2009

11th Dimension.

Vou colocando tudo em caixas. Melhor. Deixa eu começar novamente. Pego meus líquidos, vou colocando de qualquer jeito, jogando, dentro do espaço interno. E este espaço não é grande. Aliás, grande é, só não é do tamanho que a gente sempre julga ser. Ou julga precisar.

Mas, o que não somos avisados e acontece de repente é o escoar disso tudo. Devido ao tanto de líquido, entope tudo. E acaba transbordando, escorrendo tudo. E este estouro metafórico, ao passar pela boca, me faz sentir o gosto de tudo. Ou, como bem dito por alguém, “o dissabor disso tudo”. E olha, não é um gosto agradável.

Sei que a instropecção não é válida a todo o momento e que nem sempre é válido ter toda uma verborragia descabida (e assim me dou o direito de ser prolixo e agir de modo prolixo). Provar de mim não é bom. E não é bom, também, deixar tudo isso passar sem ao menos a experiência da prova.

Sou de tudo um extremo. Ou dois extremos. Vivo neste ermo.

Tem hora que a mente explode... e explode com ela tudo o que fica represado durante todo o tempo que conseguimos. Espero que consiga estancar, mais uma vez, o vazamento que iniciou há pouco para que eu consiga, também, continuar agindo com o mesmo simulacro de sempre. Afinal, prefiro ser, no mais intrínseco do verbo, mesmo vivendo nesse simular, do que relutar numa tentativa frustrante de vida. Sei que há um ou mais lugares out there. E falta pouco para chegar até algum deles.

Chove lá fora. E faz frio.

Um comentário:

Daniela Dias Ortega disse...

Ultimamente ando me sentindo em um ermo, sem caminho pra outro lugar. O ano tá acabando e logo eu vou escoar dali.