sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Verdade... Mentira.

Às vezes penso que vivo num mar de mentiras. Minto para você, minto para mim. E acredito em algumas mentiras.

Acho que a verdade deve ser e por mim é dita. Digo que minto em aspectos corriqueiros, sem tanta importância.

Corrijo-me: alguns aspectos tem importância sim.

Consigo enxergar, em alguns casos, válvulas de escape, uma criação de um tipo de realidade paralela, onde tenho meu refúgio, meu porto. Meu pôr. Mas, claro, isso tudo acontece dentro da efusividade da minha mente. Permito pouquíssimas pessoas me assistirem à luta sem minha armadura. Nu. É menos humilhante usar este tanto de apetrecho.

Ou não. Já começo a realmente pesar e pensar se esta saída me protege ou me prejudica. Sem saber se apenas estou retardando a cura de algumas feridas ou se estou as curando, sigo em frente, sempre tentando.

Tentar é essencial, mais mesmo do que conseguir. Da mesma forma que perder, em algumas circunstâncias, pode ser mais digno do que ganhar. Afinal, é certo (e já comprovei algumas vezes na minha vida): só damos valor quando perdemos, ou seja, a perda se faz necessária.

Uma banda escreveu uma música envolvendo este assunto. Um trecho da música é o seguinte:
Olha lá, quem acha que perder
É ser menor na vida
Olha lá, quem sempre quer vitória
E perde a glória de chorar

Make it go away without a word. As palavras tem um peso grandioso e ainda insisto que grande parte das pessoas não sabe usá-las. E agora, mais do que nunca, incluo-me nessa. Mentira é uma palavra forte e o verbo mentir, mais forte ainda. Mas, na falta real de palavras que consigam traduzir expressar transceder o que eu tenho mente, vão essas mesmo.

Nado. Sim. Vou nadando neste que parece ser um mar de mentiras. Quando penso que estou afogando, lembro-me de que estou vivo. E que minto. E que não minto. E que entre mentiras e e mais mentiras, vou sobrevivendo à verdade.

Um comentário:

Daniela Dias Ortega disse...

Oi Lucas, como vai por aí? :)
Se a perda é necessária eu não sei, às vezes apenas a possibilidade de perda é suficiente, eu acho. Talvez dê no mesmo.
O mais estranho de tudo é quando a gente tenta enganar a si mesmo, passando por cima de algum sentimento, sonho ou vontade.