domingo, 12 de julho de 2009

i'm on standby.

Não adianta somente cobrir o fogo com um pano, por exemplo. Não é cobrindo a chama grande que a matamos. Não, não é, e nem tenho a intenção de dizer o que fazer. Mas, é a mesma coisa daquela de se tampar o sol com a peneira, de tapar os olhos perante aos fatos que somos expostos na realidade, aquele falso acreditar de que tudo está bem enquanto na verdade nada está, sabe? É bem ver ao invés de enxergar. Ou somente enxergar e nada ver.

Ando criativo. Ou pelo menos acho que sim. Escrevi dois roteiros, pequenos, coisa boba. Um, inspirado em um texto escrito há um tempo. O outro, novo. Ainda não sei o que fazer com eles, apesar de já trabalhar em mente pequenos projetos onde conseguiria inseri-los com facilidade. Escrevi também uma música. Uma musiquinha. Uma coisinha meiguinha a la Johnny Cash mas que seria facilmente equiparado a mallumagalhães, sabe? É. E escrevi uma poesia confusa.

Entrei em contato com duas coisas nos últimos dias. Duas daquelas coisas que sempre que perco contato e passo a tê-lo novamente, sinto-me como que numa linha tênue entre a paradoxal realidade e a ficção. Clarice Lispector e Claire Fisher. Vamos lá. Uma é uma escritora brasileira. Sim, nem gosto de citar a outra nacionalidade de Lispector porque ela se sente tão brasileira que chega a ser falsa a identidade ucraniana. Enfim. Foi uma pessoa, real, física, viva, introspectiva. Claire Fisher é uma personagem do seriado Six Feet Under, a qual simplesmente me surpreende na maior parte de suas cenas. Não quero falar de porquês e porques e por ques e por quês; vamos deixar assim. Foi uma personagem, fictícia, virtual, introspectiva.

Certa vez conversando com uma professora de literatura, ela me disse que quando finalmente entendemos determinado autor, conversamos com ele. E com Clarice consigo fazer isso. Troco horas de diálogos com ela, no mais ensurdecedor dos silêncios - de minha parte - pois ouço gritos e verdades a cada sentença que da boca dela sai. E consigo estender isso ao entedimento de alguns personagens. A vivência passa a ser tão real que a gente se enxerga neles, em suas ações. Enfim.

Consigo cobrir um pouco das chamas com o entender destes dois nomes, sabe? Algumas frases, algumas de suas verdades... Elas conseguem sim ser o que eu preciso, me dar o que preciso ler, dizer o que preciso ouvir. São dois nomes que, apesar de suas diferenças existenciais, coexistem perfeitamente na minha cabeça, mostrando que é possível sim ser, assim, simples assim: ser. Dois seres totalmente introspectivos que, apesar de suas grandes batalhas internas, existem e são.

Encontrei dois projetos de livros meus e os reli. São tristes... e totais simulacros de uma vida. Fiquei com vontade de continuá-los, mas, não sei. Às vezes não sinto mais como se eles fossem meus... São meus, fato, mas não são do meu eu atual, mas de alguns eus do passado. Alguns que eu até prefiro que continuem hibernados... Não preciso mais deles (for now)...

Deixo a poesia que mencionei acima... Fui.

the fucking trash
I would love to be understood
even for a while it would be good

Queria ter a chance de ser ouvido
not the fucking pretending I'm used to

I would love to write about my sins
even knowing that it would kill my lovers...

I really intend to be a better person
but
of
good intention
the world is full of.

I just don't know how to face everyone well done.
I just don't know what the hell I am supossed to do with myfuckingself.

Um comentário:

T. Berkowitz disse...

a musica que voce falou no post é aquela que voce cantou? *-*
queria ver ela gravadinha e editada.. ja tentou isso?

<3