quarta-feira, 8 de julho de 2009

BECAUSE

Venho tentando evitar o blog. Retificando. Venho tentando evitar escrever, mesmo sabendo ser inútil, mesmo sabendo que somente escrevendo consigo me libertar de mim mesmo, ou libertar alguns de meus eus do meu eu possessivo. Viajei, estou de férias, de volta à casa dos meus pais. A casa que, durante 18 anos, fora também minha. E não sinto que seja mais.

Mas calma, deixe-me explicar. Tenho medo de soar ou de já ter soado mal-agradecido. Meus pais são tudo na minha vida, mas não tenho a facilidade para admitir algumas coisas no duro, no real, como tenho com as palavras escritas. Não que eu minta escrevendo ou seja lá o que você ou qualquer um venha a pensar, mas as coisas ditas são mais difíceis. Mas não disse mais inúteis (apesar de já ter dito aqui e ainda manter que a palavra dita estraga tudo).

Não sinto mais como se meu quarto fosse meu. Não pelo meu quarto em Brasília - também tão não meu - mas por me sentir um pouco deslocado. Crio uma rotina que não sou muito fã aqui. Tudo bem, nova retificação. Sou bem fã. Mas não é a 'real life', sabe? É aquela coisa de dormir tarde, acordar tarde, comer o almoço da mamãe ou da vovó ou do restaurante preferido, ver em média uns seis filmes por dia e recomeçar o ciclo. É uma coisa boa, não minto. Um atraso? Talvez.

Sim, apesar do que já disse, estava com saudades. Muita. Principalmente de estar em casa. Mas me sentir em casa é diferente. E vem sendo diferente há um tempo, quando algumas situações internas ganharam em disparada contra algumas situações externas. E quando as brigas externas ofuscaram as interiores. E uma coisa foi puxando a outra, anulando as outras. Quando dei por mim estava assim. Estava sendo, sem ser. Sem saber ser. Mais ou menos isso.

Não sinto orgulho de minhas atitudes. Queria poder mudar várias delas. Queria poder falar mais o que eu penso. Queria simplesmente fazer a droga que me é pedida sem reclamar, mas não faço. Não falo. Não mudo. É tudo sempre da mesma forma, mas sempre diferente, entende? É como se fosse sempre um espetáculo igual, mas com figurino e cenário diferentes... É, meu dom deve ser soar meio louco, meio nuts.

Quando percebi que já passava da hora de escrever, ou tentar, passei o dia sendo sensibilizado por frases ditas por pessoas que amo, por personagens que gosto, por gente que detesto. E normalmente não tomo nota disso. Não faço marcações. Não delimito até onde posso ir ou até onde eu deva ir. Queria, por exemplo, ter iniciado o texto com os seguintes versos:

[Because the world is round it turns me on
Because the world is round...aaaaaahhhhhh

Because the wind is high it blows my mind
Because the wind is high......aaaaaaaahhhh

Love is old, love is new
Love is all, love is you

Because the sky is blue, it makes me cry
Because the sky is blue.......aaaaaaaahhhh

Aaaaahhhhhhhhhh....]


mas não comecei, não é mesmo? Pois bem, já estou vivendo bem com isso. Não só com isso, na verdade. Uma coisa que aprendi na vida é que a decepção sempre estará me acompanhando. E por mais que eu tente fingir que não, que nem sempre é assim, que essa palavrinha, sempre, nem sempre será tão amaldiçoada ou que a decepção talvez não esteja marcando presença em todos os instantes da minha vida, está. Estará. E falo isso porque já vivi provi sofri sorvi causei provei decepções. Várias. De tantos gêneros. E é muito foda. Quando vou tentar colocar em palavras o que estas decepções me fizeram passar ou enxergar ou até mesmo o que me ensinaram, nunca fica algo.. interessante. Fica algo no mínimo rude. Algo bem recente aconteceu. Digo, uma tentativa falha de um texto... e uma decepção também. Tá aqui, sob o título de Deception, se quiser ler, go ahead. É, e esta foi mais uma falha tentativa... Mas estava entre as marcações que normalmente não faço, mas fiz, então, had to give it a try.

Venho pensando sempre em escrever um texto onde eu possa tentar mostrar pequenas coisas que me deixam realmente fora de mim (num bom sentido). Bom, não será um texto, mas três pequenos tópicos:
1) cantar I Saw Her Standing There, dos Beatles, durante o banho; é além de revigorante, nostálgico e tranquilizante. Amo;
2 e 3) ter assistido novamente a dois filmes que, quando vistos pela primeira vez (em suas datas de lançamento), não fizeram tanto sentido quanto fizeram agora, apesar de sempre os ter amado: The Hours + American Beauty.

Bom, muita coisa nesse post... mas nada muito direto. Aparecerei em breve com algo mais direto, porque também se faz necessário. Ahh se faz. Até mais e boa noite, sigo com The Killers no fone de ouvido e curtindo o horário (04h49 - yep, postei às 04h13 e fiz edições durante 36 minutos). Fui.

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