quinta-feira, 18 de junho de 2009

Vômito uniformemente paragrafal.

Droga, odeio ter textos inteiros concebidos durante o banho e ao me deparar com a página em branco do blog simplesmente não fluir nada.

Provavelmente iria ser uma verborragia descabida...

Ou então um versinho bobo, apaixonado, tipo

eu sou teu
and you are mine
but how come I could be yours
and you be mine
if
I am in love
with someone else?
- and who'd be this one?
você.

Ou ainda algum tipo de apologia subversiva e subjetiva a alguma coisa. Sim, na verdade os textos me vem aos poucos, mas não quero falar mais disso. Com a água caindo quente morna no meu corpo e eu aos berros com Brandon Flowers, tudo parece mais bright, entende? Bem como algumas situações diversas da vida... As coisas ficam mais claras, mais nítidas.

E com este papo, me lembro de uma das melhores metáforas que já vi em Grey's Anatomy e agora me deu preguiça de tentar repeti-la aqui, mas vou tentar o fazer de cabeça (não que eu seja um Capote da vida, mas tudo bem)... Ok, tentei e ficou horrível, fui em busca da citação a que me referi. A personagem Erica diz "... not like this. This is like needing glasses" e a Callie responde: "Hum, I've blinded you? e ela responde "No. When I was a kid, I would get these headaches, and I went to the doctor, and they said that I needed glasses. I didn't understand that. It didn't make sense to me because I could see fine. And then I get the glasses, and I put them on, and I'm in the car on the way home, and suddenly I yell... Because the big green blobs that I had been staring at my whole life, they weren't big green blobs. They were leaves on trees. I could see the leaves. And I didn't even know I was missing the leaves. I didn't even know that leaves existed, and then... Leaves . You are glasses...". Tá, eu acho muito foda... E tem todo um contexto, mas as pessoas podem tirar disso o que quiserem. Ou nada.

Outra coisa que tenho feito nos últimos dias é prestar mais atenção às letras de algumas músicas. Algumas bandas que eu amo e nunca tinha parado para prestar atenção. Amo soar prolixo. Amo ficar parecendo que nada mais tenho para fazer na vida. E amo a ironia, apesar de questionarem o meu conhecimento à ela, sabe. Brandon Flowers está cantando para mim há uma hora, mais ou menos, e não consigo parar de ouvir. Devo ter algum problema, ou não. Esse tipo de preocupação nem é necessária.

Finalmente estou chegando no final do semestre. E tanta coisa já aconteceu neste ano... Coisas boas, ruins... Desnecessárias. Coisas surpreendentes. Tô feliz, com medo e bem com várias coisas. Também ando com uma vontade enorme de me mudar da capital federal. De aprender dois novos idiomas. De arrumar um emprego. De ter meu canto, meu dinheiro. São alguns pequenos devaneios. Coisas simples, mas ao mesmo tempo complexas. Como praticamente tudo na vida: o ponto de vista é o que declara decide tudo.

Ah, sabe de uma coisa que gosto de fazer? Xingar. Não que seja bonito e nem que eu tenha orgulho disso. Tá, não que seja orgulho, mas gosto. Detesto pessoas que não podem escutar um porra caralho puta que pariu filho da puta vai tomar no seu cu e ficam ofendidas.

Consegui uma visita no mundo secreto das palavras dia desses e fiz as pazes com algumas delas. Aquelas que andam de parzinho adquiriram um sentido totalmente novo pra mim. Sabe quando você tem certeza de que é a pessoa? Então, o Te e o Amo se juntaram e andam praticamente minúsculas perto do sentimento real. Outra que até usei bastante ultimamente é Coisa. E outra, que eu jamais pensei que voltaria a utilizá-la, e que até me recuso a repeti-la aqui, é uma que se começa com P e tem oito letras e três sílabas. Sim, fez-se necessário. E foi real. E é real. E fiquei feliz por isso. Porque eu acho que o que mais me dói na utilização e leitura de certas palavras frases expressões letras é a maneira de se utilizá-las. As pessoas as usam ao léu, sem realmente deseja significa (ai que falta do "mean") -las. Entende meu ponto? É um sufoco perceber palavras falsas voando da boca das pessoas, sendo vomitadas sem dó expelidas sem um pingo de consentimento e verdade.

Amanhã temos a última prova do semestre e estamos ansiosos por isso. Ansiosos, digo eu, porque o professor resolveu ser um carrasco com a turma nas passadas últimas três aulas. E ninguém entendeu nada. E ninguém entende até hoje. Mas, as pessoas não foram feitas para serem entendidas. E como diria uma das mulheres que mais amo, viver ultrapassa qualquer entedimento, não é mesmo? Enfim. Até breve.

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