quinta-feira, 7 de maio de 2009

THE WEIGHT OF THE WORDS

pra ser sincero, não o peso, mas suas essências, seus nomes. em letra minúscula.
ainda descubro o que é que as pessoas pensam que tem a ver com a minha vida. rá. e quando descobrir venho compartilhar com vocês, certo? ou com as paredes. é, as paredes virtuais, que aguentam os meus murmúrios. escrevo ao léu, também, na maior parte das vezes. sabe que acho que meu devaneio não agrada? e se agrada, é de uma falsa capinha. um simulacrozinho. entendeu? eu acho que não nasci pra ouvir elogios; sempre os encaro de forma.... desconfiada. eu gosto muito de palavras. muito. acho que são as coisas que mais me entendem no mundo. apesar de não gostar muito da palavra 'coisa'. e da palavra 'perfeito'. a primeira tem uma pobreza declarada, tadinha. mas como verbo, ela é ótima. o verbo "coisar", o meu preferido. multifunções. e a segunda, claro. há palavra mais falsa que ela? tadinha, carrega na sua semântica a loucura descomedida da falsidade. se no universo das palavras elas se casam, 'falsidade' e 'perfeito' fariam o par ideal. assim como 'ânsia' e, deixa pra lá. sem mais fofocas no mundo das palavras. as pessoas, não a palavra, e sim as pessoas mesmo, em suas essências e carnes e ossos, são falsas. agora a palavra. a palavra pessoa é interessante, mas sem a carga semântica, sem sua significância, nada é. existem duas palavrinhas também que, a meu ver, não deveriam andar tão juntas quanto andam neste cosmopolitano [eita palavrinha bonita] mundo que insistimos em viver [ô drama - taí outra palavra sexy]. 'te' 'amo'. elas são perigosas juntas. fazem estragos e destroem até o que sequer começou. cuidado: pessoas não são confiáveis. e 'confiança', por favor, é uma palavra que merece respeito. assim como 'verdade'. ah, a 'verdade' mandou um beijo pra 'mentira', de forma irônica, claro. e mandou avisar: "sempre ganho as batalhas que travamos; se não de forma rápida, na consciência, o que chega a ser mais divertido do que as coisas físicas e reais". fato, fato, fato. sobre as pessoas, ainda entendo, um dia. ou não get a life, motherfuckeers.

Até.

Um comentário:

Daniela Dias Ortega disse...

AhAAA ! Isso é um tapa na cara de todo mundo! Aqui ó, que é pra vc acordar! ACORDA, povinho! Vai viver lá fora, lá ó!

Perfeito! hahahahha zoa.

Gente, ratorei esse texto! :DD

Menestréis cantarão canções com essas frases nas décadas futuras!

Nossa, confiança, elogio, admiração são "coisinhas" perigosíssimas.
Estava eu a perguntar ao Max e ao Júnior nos ônibus da vida quantos e quais são os amigos que eles tem... no início eles até riram, pq pensaram "putz, amigos? aos montes"... mas depois de algumas reflexões e de eu falar que pra mim, exagerando e considerando alguns mais do que deveria, eu tenho 13. E digo mais, amigos mesmo, talvez no máximo 2 ou 3, 3 ou 4. Mas a palavra acaba de adaptando à outras pessoas também. Eu tou sem saco. Você também.