sábado, 18 de abril de 2009

DIVÃ

Já faz bem uns três anos que me despi do preconceito contra o cinema brasileiro. Tá, ainda existem resquícios, mas existe também a dualidade com o cinema internacional - incluindo a cena indie. Hoje fui assistir à estreia de Divã, com a Lilia Cabral, Reinaldo Gianechinni, José Mayer e Cauã Reymond. Sabe quem merece (e muito) o nome na publicidade do filme (e cartaz)? Alexandra Richter.

A Lilia Cabral segura o filme em todos os momentos. Com um roteiro envolvente e muito original (pelo menos para quem não assistiu à peça, penso eu), o filme retrata a vida de uma mulher mais velha de forma bem humorada. O filme foi muito bem produzido - e deve ter tido um orçamento bem legal. Cenas entre Lilia e Alexandra foram fantásticas. Diálogos entre Lilia e Gianechinni bem humorados e de uma sinceridade tremenda. A casualidade e real "casamento" entre os personagens da Lilia e José Mayer muito autênticas. E, Cauã Reymond, que mais fez uma participação bem pequena no filme, também coloca um pouco de veracidade à vida da personagem. Ah, trilha sonora bem feitinha. E um segundo "ah": o filme me fez rir como não ria há um bom tempo; e chorar também.

O cinema nacional já foi muito ruim. Aliás, eu acho que ele nunca foi bem visto, justamente por ter passado por momentos tão difíceis, principalmente financeiramente falando. Os filmes com maior divulgação hoje em dia têm patrocínios óbvios: Globo Filmes e Governo Federal. E não é uma coisa que critico, acho que esteja caminhando para um patamar onde as pessoas e empresas privadas passem a ter um maior respeito pelo que é produzido aqui.

Aconteceu com Cidade de Deus, do Meirelles. Aconteceu com Tropa de Elite, do Padilha. Aconteceu com O Cheiro do Ralo, do Dhalia. Enfim, aconteceu e acontece com vários filmes. Meirelles já está respeitado lá fora. Desenvolveu dois trabalhos na cena internacional que ganharam prêmios e respeito. O Jardineiro Fiel e Ensaio Sobre a Cegueira. E, claro, ainda conta com Domésticas, roteiro impecável e gravações inteligentes.

Outro filme que, apesar de ser totalmente moldado no modelo norte-americano de comédia pronta, pra rir e ponto, é Se Eu Fosse Você, com a Glória Pires e o Tony Ramos. Com o segundo longa - continuação do primeiro, Daniel Filho conquistou bilheteria nunca alcançada com filme brasileiro.

Falei de alguns filmes, atores. Mas, ainda falta mencionar alguns. Débora Falabella, Ludmila Dayer, Daniela Escobar, Dalton Vigh, Camila Morgado, Leandra Leal, Fernanda Machado e Wagner Moura.

Enfim, o post não saiu bem como eu queria, pois pretendia discorrer um pouco sobre alguns dos diálogos que acontecem em Divã. Só tenho a dizer: vão ao cinema assistir Lilia Cabral e, fazendo sacanagem com o resto do elenco, Alexandra Richter. E quero ver de novo. Até mais.

3 comentários:

Ana Luiza disse...

Não sei quem é Alexandra Richter :(
Mas vou tentar assistir ao filme! Tinha visto o trailer mesmo e me pareceu muito engraçado.

Beijo, querido :*

Ah, e como está a faculdade de jornalismo?

mariana disse...

Lucas, acho um pouco de exagero você falar que o cinema nacional é ruim. O que são ruins são esses blockbusters lançados em pilhas durante todos os anos (filmes do Didi, Xuxa, etc e nisso incluo até Se eu fosse você, porém esse me fez rir), mas vai dizer que os blockbusters americanos são bons também?
Não dá pra dizer que APENAS Fernando Meirelles e Walter Salles honram o cinema nacional lá fora (como o Glauber Rocha já honrou), porque não são muitos os que honram o cinema norte-americano (claro que em número maior que o brasileiro, até pelo apoio financeiro infinitamente maior; cineasta no Brasil morre de fome se não tiver uma graninha pessoal pra investir primeiramente).
Beijos!

Daniela Dias Ortega disse...

Opa! Tou louca pra assistir o filme, a peça é muito boa! Tive o prazer de assistir pessoalmente, e o dvd é fiel também. Ótimo texto da Cris.
Mas enfim, muito bacana a pincelada no cinema brasileiro em geral. O Fernando Meireles bem que podia ser mais "fiel" ao Brasil, mas tudo bem, o cara é bom e teve sua chance, deixemos ele voar internacionalmente.
Eu sempre tive um pouco de preconceito com alguns atores brasileiros, esses globais aí mesmo(claro que há algumas exceções), mas enfim, a discussão é mais teatral e mídialógica que cinematográfica, então deixemos pra outra oportunidade.
Ainda tem vários filmes que eu quero ver; como Cinema, Aspirinas e Urubus; Wood & Stock, do Angeli; e a COLEÇÃO MAZZAROPI !

:D
Assistam cinema Jataiense, galera!
Alucinação, o submundo das drogas.

:P