domingo, 12 de abril de 2009

ALL THESE THINGS...

Toda vez que volto de casa me sinto um pouco estranho. Os grandes pensadores e escritores sempre chamaram a isso de homesick, algo do gênero. E eu compreendo bem o termo. Ao passar de cada dia tenho convicções do que quero pro desenrolar da minha vida. Certeza do que preciso pra, digamos, ser feliz. E o que me atormenta, de vez em quando, é não atender às expectativas dos meus pais. Eu sinto como se tivesse um tipo de obrigação. Uma obrigação moral, não sei definir. Sei que não é real, e que muito menos eles a cobrariam. Não diretamente.

Tive uma conversa com um primo há poucos minutos. Ele me contou de uma viagem que fez com minha mãe e sobre alguns aspectos da grande conversa que tiveram. Ela se queixou. Ela se queixou muito. Principalmente sobre minha pessoa. Comentou que tinha certeza que nós três (eu e minhas irmãs - todos fora de casa, estudando) não voltaríamos pra casa, mas que eu, Lucas, com certeza não voltaria mesmo. E era o que mais doía nela. Eu sei que não sou um bom filho. Nem mesmo um bom irmão. Sei disso porque consigo enxergar várias coisas que, se eu fizesse diferente, seria bem melhor.

Mas, daí acabo nesse desaguo interno. Pensamentos a mil, abraços por serem necessitados. Palavras de conforto. Tudo numa coisa só. Passei os dias num amargo e longo pensamento. Pensei muito. Sobre tudo. Sobre todos. Sobre o que ando fazendo. Sobre o que ando ansiando. Sobre mim. Acho que estou de saco cheio de ficar querendo agradar aos outros, ou corresponder às expectativas que as pessoas têm de mim. E acabo entrando num paradoxo, porque não consigo simplesmente deixar isso pra lá. Principalmente quando se trata dos meus pais...

Depois volto aqui pra escrever algo decente, porque estou devendo. Sinto que estou em falta.

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