domingo, 1 de março de 2009

THE OTHER WAY

Há alguns dias me perguntaram o que eu escolheria entre campo e praia. Tentando ser engraçadinho, respondi: prefiro algo bem urbano, uma cidade, sem praia. Depois, pensando, sei que não é bem assim. Aos meus 15 anos rebelei algumas boas vezes contra meu pai quando ele chegava em casa, em vésperas de feriados, dizendo: "preparem as coisas pois vamos para o sítio". Isso me matava - ficar afastado de tudo e todos, do meu computador, internet, tv, etc.

Minha relação com praias e cidades praieiras sempre foram tranquilas. A praia, em si, me dá uma sensação que me faz perder as palavras para poder explicar. As ondas, a água, a imensidão, a areia. Tudo numa sincronia interessante e única. Isso excluindo-se o quesito pessoas. Não por ser ruim, não, existe também uma porcentagem da magia do lugar incluindo a presença de tantos povos diferentes - e com 'povo' só quero dizer o quanto os seres humanos são diferentes.

Hoje em dia vou pro sítio da minha família com a maior boa vontade do mundo (mentira: lê-se: com a maior boa vontade que consigo ter). Passo a maior parte dos dias descansando, lendo, assistindo filmes & seriados e fazendo trilha e escalando umas montanhas que têm por lá. A mesma coisa sobre praia. Sempre que posso gosto de estar conhecendo lugares, curtindo a paisagem, coisas bem assim, tranquilas.

Tive vontade de falar sobre isso porque são coisas que me passam pela cabeça, mesmo que sejam pensamentos que divido comigo mesmo. Ultimamente tenho estado bem ansioso por causa de algumas situações. E falar sobre situações que não envolvam as outras é bom, porque me faz pensar um pouco que preciso aprender a controlar minha mente, meus pensamentos. É difícil, mas, vamos levando. Afinal, é difícil também controlar o desejo de se estar em uma praia, deixando tudo pra trás, aproveitando os instantes, assim como deixar as coisas pra trás e aproveitar um descanso no campo. Mas, aqui estou eu, centrado, no meio de uma cidade projetada, capital federal do nosso belo país, estudando. Fui.

Um comentário:

T. Berkowitz disse...

eu ja pensei nisso....
acho que na verdade jamais conseguiria ficar longe por muito tempo desse movimento todo, dessa vida urbana.

claro, a ideia de se isolar disso tudo por uns dias, meses (talvez) não parece tão ruim assim.... mais nada como a cidade grande, ja estamos acostumado a esse ritimo... eu pelo menos! ahsua nao importa a hora que sai, sempre tem lugar pra ir.eh otimo *=*

ai nao sei mais o q falar. to meio morta agora, nao sei :/
te amo <3