domingo, 8 de fevereiro de 2009

MAKE BELIEVE

Tomei consciência de uma coisa em mim: não sou prestativo. Outra coisa? Não sou sociável. E muito menos faço aquela "linha social", tipo, 'fazer sala', etc. Não consigo. Não consigo dizer por exemplo "Vamos lá pra casa?" se eu não quiser a pessoa realmente lá. Tipo, convites por conveniência e/ou educação. Não. Eu não sei ser desse jeito, por mais que eu saiba que em várias situações seria a melhor maneira de agir. Tenho mudado muito - não com relação a isso - no geral. Meus comportamentos. Alguns pensamentos. Já passei da fase de 'não passar por cima do que eu já disse'. Acho que vamos chegando numa certa idade e algumas coisas "perdem" o valor que tinha pra gente enquanto mais jovens. Ontem fui à minha faculdade e fiz a reopção de curso - e isso é algo que eu pensei que, após iniciada a vida acadêmica eu não faria. Palavras minhas de um ano atrás: "Já faz dois dias que comecei minhas aulas. Realmente a vida universitária é algo que só vivendo pra saber. Por enquanto, pessoas ótimas." E nada de minha afirmação mudou. O que mudou foi eu. A minha ciência do que eu sou bom em fazer. E não é querendo dizer isso ou aquilo sobre mim, é somente um caso de eu mesmo tomando consciência do que eu posso fazer "pra dar certo nada vida ou não".

Estar em Brasília me faz um bem tremendo mesmo que, ao mesmo tempo, me faz um mal corrosivo (literalmente falando). Estando aqui, nesta posição que me encontro, de estudante e de vida adulta iniciada (em muitos sentidos), meu corpo se desagua numa ansiedade que me foge muito do controle. E é por isso que tomo vários comprimidos matinais e alguns antes de dormir. Pra me controlar. Ou pra controlar um pouco do que eu sou.

Amanhã começo mais uma etapa. Mais uma etapa de escritas - agora como "ofício" E com uma carga de "não passar de uma (simples) índole descritiva (como disse Fernando Morais em Chatô - e postado pela jornalista Ana Luiza no Hialoplasma). E, contando com o fato que descobri sobre eu mesmo e citei no começo do post, acho que minha decisão está caminhando para um caminho certo. Jornalista é um bicho estranho, mas tenho orgulho de já me encaixar nesta posição!

Amanhã tenho aula de Linguagem Fotográfica...

Relendo meu post eu gostaria muito de retirar todas as aspas da postagem: usei e abusei delas. Mas, não retiro não. Como disse há alguns posts, pretendo usar minha língua mãe do jeito que eu quero até onde for possível (não que a forma de uso das aspas entre nessas novas normas, mas enfim).

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