quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

HANDS AWAY

Não sei bem ao certo afirmar o que escrevo. Se são crônicas, se são meros textos reflexivos, meros devaneios de uma mente não muito normal. Não sei bem ao certo afirmar para quem escrevo. Para mim, para algum dos meus eus, para amigos, para família. Não sei bem, simples assim. As coisas surgem de uma necessidade. A cadência - faltosa em vários momentos - toma forma com as palavras, o conteúdo, o tema. E tudo é um tema. A vida por ela mesma, a vida vivida, a vida perdida. O amor, o ódio. O fogo, a água. Você. Tudo. É como parar num simples ato e se analisar tudo. Colocar tudo num vagaroso milésimo de segundo no qual você pudesse ter o poder de se parar o tempo, enxergando além. Aceitando além. Empregando olhos de verdade, com a visão que a tudo compreende.
Não saber bem ao certo o que eu escrevo ou a quem eu escrevo é interessante. Não meço palavras. Não meço nada. A única coisa que meço é o meu eu. Ou melhor: os meus eus. Se todos acrescentaram sua parte ao texto, a esse simulacru de análise que faço, então tudo está nos conformes.
Ando falando muito com Vinícius (e me surpreendendo também). É por demais as vezes que deparei com trechos similares a alguns que escrevi há algum tempo. 'Tô gostando. Feriado foi bom, mas que comece 2009 nesse país de Carnaval.

2 comentários:

DANILO NOVAIS disse...

e viva a diversidade, viva a enorme quantidade de fonte para inspiração... seja do que for!

T. Berkowitz disse...

voce escreve por necessidade... você gosta disso. e devo admitir que usa muito bem as palavras.
na real, passam turbilhões (?) de coisas na minha cabeça, que até seria legal ser discutido... 'exposto'. mas eu simplesmente não sei colocar pra fora como você faz. voce simplesmente escreve, e muito disso são coisas que eu penso, quero falar e soltar isso e não consigo. juro. você é otimo.
eu gosto disso.

minhas aulas na facul? só segunda! hahaha
espero que va bem no seminario, pra sobrar mais tempo pra ficar no pc comigo.
te amo.