quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

AT LAST A VALID YEAR

Hoje faz um ano que vim morar em Brasília sob o pretexto de estudar. Mas eu sabia que, pelo menos pelo início, era mais do que isso. Brasília foi o meu refúgio quando de todos quis fugir. Brasília foi meu grande albergue quando a verdade eu não quis necessariamente enfrentar. Eu fugi sim da minha realidade... Da minha grande realidade que na época assustava. Mas veja só, é coisa de idade. Hoje em dia àquela realidade eu não me dou o direito de temer. Não mesmo. Acho que Brasília me ajudou em alguns bons sentidos e isso realmente é bom de se analisar. Hoje posso dizer que, apesar de ainda não da maneira que gostaria, sou mais confiante. Sei melhor o eu quero para minha vida - uma coisa mais a longo prazo - e também sei bem as coisas que realmente estão riscadas de uma lista imaginária de possibilidades. Fugir pra mim não foi e nem é uma vergonha. Foi o meio mais viável de sobreviver a mim mesmo. Aos meus mais obscuros desejos, anseios e medos. Sinto sim saudades de casa, mas sei que para lá não volto. Não conseguiria, apesar de agora lidar bem com tudo. E principalmente, com todos. O medo de outrora tornara-se um tipo de combustível para enfrentá-lo no hoje. Há um tempo eu sei o que é poder respirar de peitos bem abertos, abraçando e acolhendo a quem e ao que eu quero. Por mais que essa acolhida não seja bem o que os olhos alheios aceitem bem. Mas, em contrapartida, sei também que a vida é efêmera demais para preocuparmos com alguns detalhes inúteis. Apesar de que detalhes são detalhes e fazem toda a diferença. Entendem como é? A vida é uma anulação constante. Ao mesmo tempo que um fator é de máxima importância, sob outro aspecto não tem valor algum. A vida é louca. É construída sim de verdades, mas o que seriam verdades sem mentiras? Existe um tipo de contrapeso, alguma coisa que controla tudo, deixa o âmago das coisas equilibrados. Viver... Viver. Sim, viver. Verbo que aprendi a conjugar na prática. Pelo menos acredito que sim. Eu não vivia, pretendia e simulava o que se poderia vir a conhecer por vida. Mas, são águas passadas.

Ainda não diminui nem ao menos um filme da minha lista... Mas, tudo bem. Amanhã vou num Coquetel de inauguração de uma mostra Espanhola de Publicidade, 'Viva la Diversidade'.

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E lá me vou a fazer mais uma espécie de "crítica-indicação" apesar de não ser muito fã do gênero, como já citei aqui. Há quase um ano também conheci uma banda que ultimamente venho escutando bastante. The Dø é uma banda formada por duas pessoas - Dan Levy (da França) e Olivia Bouyssou (da Finlândia). Tocando um folk/rock gostoso de se ouvir, a meu ver Levy e Bouyssou são únicos e têm criações interessantíssimas. O primeiro e único álbum da banda, A Mouthful, é cheio de experimentações, como as faixas Queen Dot Kong e Searching Gold. Seus singles (quatro faixas de trabalho) são incríveis e trazem, além de uma voz cheia de energia folk, uma sensação agradável, única. Destas quatro, fico com Stay (Just a Little Bit More) e On My Shoulders. Obviamente bem escolhidas, The Bridge is Broken e At Last não ficam muito atrás numa classificação de qualidade. Mas claro, nenhuma banda traz só inovações e em alguma das faixas consigo enxergar um pouco de similaridades sonoras com faixas de grandes artistas. On My Shoulders têm alguns trechos que lembram bastante Psycho Killer do Talking Heads. Já Travel Light lembra muito a cadência e sonoridade de Come Together, dos Beatles. Então fica a dica aí, The Dø; quem não conhece, vale a a pena!

3 comentários:

DANILO NOVAIS disse...

desabafos... todos precisamos e buscamos nosso refúgio!

Sonebald disse...

Creio muito na vida das pessoas, naquilo que as motivam acordar a cada dia, e até naquilo que lhes causa medo. Busco muito isso pra mim, em fazer o meu melhor, fazer aquilo que me faz sentir bem, e principalmente, aquilo que pode me ajudar a sentir isso de forma intrínseca. E sabe, você fez o certo, agiu de acordo com aquilo que ia de encontro com sua realidade, escolhendo o mais importante para ti. E o melhor, o fez no seu próprio tempo.

* E não foi o medo que deixei de lado, era esse obstáculo que decidi passar por cima.

Daniela Dias Ortega disse...

Sobre o assunto de início... :) Olha o Lucas saindo de um outro casulo. A gente sempre fica pensando em como poderia ser a vida, nas coisas que a gente quer fazer e não dá. E nos esquecemos do presente... que vai passando... ;)


huaeeauhaeae.

Tá ANOTADO! rsrs, saudade de você e do seu jeito Lucas de ser.