sábado, 24 de janeiro de 2009

NUDE

Escrito em 16/01/2009
Pensava que bastava abrir os olhos pra vida e então vivê-la, de verdade. Mas não. É bem mais complexo do que isso. E não uma complexidade grandiosa, mas uma complexidade simplória. Como explicar o inexplicável, aceitar o inaceitável e ser o... impossível? Não que eu seja o impossível, mas sou praticamente a antítese de tudo que esperam de mim. E de alguma forma isso me destrói a cada dia. E destrói num sentido intelecto, não em um mero sentido físico. O psicológico fica abalado. Procuro expelir todas as indagações que me faço, pois germiná-las é um processo ao qual não me submeto mais. Anseio muito por colocar um final neste capítulo, mas parece que faltam várias páginas e parágrafos para que este almejado fim chegue. Falo de pequenas batalhas diárias, de palavras (mal)ditas, de sentimentos feridos. Sentimentos que, ao longo do tempo, podem ser vistos com quelóides devido ao número de ferimentos cicatrizados. Palavras que são mal usadas. Gestos. Atos. Um completo universo de deformações sentimentais. De erros, de desentendimentos. Um universo que chega a ser intrínseco a este ser, porém não um universo querido. Um universo contraditório, chato, infinito. Tudo numa enorme confusão. Nessa confusão organizada. Nessa coisa de se ter tudo numa completa bagunça, mas o necessário está ali, num lugar que se encontra facilmente. E o que é necessário? O que realmente é necessário? O que é importante?
De vez em quando penso na sensação do amnésico. Poder “recomeçar”. Poder ter a chance de olhar pra tudo e todos e não ter sequer a vaga idéia do que tudo se trata. Mas daí me pego pensando. Será que, revivendo tudo do zero com as mesmas pessoas, ideais e idéias não estaria fadado ao mesmo destino? Destino? O que é o real problema? A própria mente, as mentes alheias, o mundo ou nós? Estou nu. Sinto-me nu escrevendo. Mas tirar do peito o que manifesta dentro de mim é a melhor maneira de tentar entender o que se passa. Queria poder abrir os olhos e enxergar da simplicidade que se precisa pra poder resolver tudo. Ou pelo menos tentar.

and that's the end and that's the start of it
that's the whole and that's the part of it
that's the high and that's the heart of it
that's the long and that's the short of it
that's the best and that's the test in it
that's the doubt, the doubt, the trust in it
that's the sight and that's the sound of it
that's the gift and that's the trick in it
you're the truth, not I
you're the truth, not I
you're the truth, not I
(Placebo - Twenty Years)

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Uma nota: quanto à pequena indagação que fiz num post passado (sobre a escolha entre Publicidade e Jornalismo), já estou praticamente decidido; Jornalismo.
Uma última nota: o quanto eu ainda puder usar do português sem a correção ortográfica podem ter certeza de que o farei.

2 comentários:

Sonebald disse...

Aparentemente abalado, mas não decaia.

Ana Luiza disse...

jornalismo, jornalismo, jornalismo \o/
ganhei aehauehaueha

:*