sábado, 24 de janeiro de 2009

HOW LONG MUST I WAIT

Escrito em 13/01/2009
Hoje em tom brincalhão minha mãe perguntou por que é que eu sempre acordo azedo, nesse mau humor e quando estou sob efeito do álcool pareço ser feliz e mudo completamente. Disse simplesmente que deve ser por isso, porque não sou feliz e o álcool me ludibria com esse simulacro de uma verdade momentânea. E como sempre foi subsídio pros meus pensares – diga-se de passagem, nem sempre convenientes. O que minha mãe disse não foi uma inteira mentira. Digo, não é sempre que demonstro uma resposta aos estímulos que recebo diariamente. Refiro-me a tudo e todos. Acordo num mau humor infernal, sempre foi assim. Odeio acordar cedo. Odeio. Amo a noite, a madrugada. Odeio as manhãs. Mas, no geral, não generalizaria como fez minha mãe. Não pareço feliz somente sob o efeito do álcool. Pois bem, veja só, fico feliz com filmes. Com meus livros. Com a pequena dosagem de amizades que a mim foi dada. Seriados. E... bebidas. Por aí vai. Não acho que sou muito de me dar ao mundo, num sentido de ser feliz pelas pequenas coisas ou de acreditar naquele papinho de que a felicidade está nas pequenas coisas. Sou sim mundano, como já muito defendi nos meus textos. Creio que minha visão de mundo é tão simples e tão ao alcance de todos que ficar preocupando com essas questões chega a cegar um pouco dos pontos de vista. Acho que a felicidade é um termo. Somente. Toda a sua significância está em nós, em entender como é que podemos fazer para que sintamos essa essência. Delimitar o sentido de felicidade seria o mesmo que querer aprisionar palavras como liberdade. Sei lá. Talvez o tom brincalhão tenha sido usado pra dizer essa que sei ser uma verdade. Mas, tudo certo, o tempo se encarrega de muitos dos porquês que ecoam na minha mente. A felicidade está no meio "da busca" e não no objeto encontrado.

Um comentário:

Sonebald disse...

Com toda a razão.