domingo, 12 de outubro de 2008

PAST DAYS

Faz algum tempo que não posto aqui. Mas por incrível que pareça não é por falta de ter o que dizer. E muito menos por falta de criatividade. Acho que posso dizer felizmente... sim, felizmente não têm me faltado tais coisas. Não escrevo aqui pelo mesmo motivo que algumas coisas tem na (minha) vida. Não sei se estou certo ao estender o assunto às vidas alheias, mas, existem coisas que ao serem conquistadas simplesmente perdem o valor. Não bem o valor, mas o significado, a significância. A busca por isso ou aquilo é o clímax do desfecho. E o desfecho nem sempre é o que imaginamos. Nem sempre temos o que queremos. E no caso do meu blog, nem sempre consigo expor bem o que penso e muito menos consigo transpor em palavras o que me incomoda. Nos últimos dias algumas coisas vieram à minha mente e escrevi alguns textos à mão, como antigamente era mais acostumado a fazer. Passei por uns dias chatos, nada muito grande. Algo que eu até daria maior importância se eu realmente achasse que as partes envolvidas merecessem. Eu acho que eu me acostumei a lidar mais com a tempestade do que com a calmaria. Não é questão de costume, acho eu. É questão de escolha, repito, acho eu. Não sei. Sei que consigo me expressar melhor me adequar melhor pensar melhor na tempestade. Fato. Tenho tido confusos sentimentos dentro de mim; crises, existenciais de identidade oi, quem sou eu, me diga, por favor?; ódio (que fazia um bom tempo que eu não sentia) raiva rancor e a tão falada simpatia. Mas por ser simpático acabo por pagar um preço nada legal. Digo, ser simpático é quase como "dar mole" nesse mundo maluco que vivemos. E isso acaba estragando tudo. Nem quero abrir o leque de possibilidades que esse assunto remete na minha mente, prefiro encerrar por aqui.

Este bimestre foi bom na faculdade. Ótimos trabalhos, boas notas. A não ser pela história recente que me deixou bem mal por uns dois dias, tive bons tempos. Muita conversa jogada fora, barzinho, cerveja e por aí vai. Daqui dez dias estarei viajando para São Paulo. Tô muito ansioso por causa dessa viagem e como já disse aqui no blog, boa parte do motivo disso é que vou rever muita gente que não vejo tem algum tempo. Precisava escrever aqui. Nada relevante pra ninguém a não ser pra mim, mesmo assim cá estou eu.

Fui.

Ah, respondendo à indagação que fiz no início do post passado...
"Como quando e por qual razão as pessoas se tornam importantes para nós?!"
- Bom, da mesma forma que elas arrumam um jeito pra foder com tudo de um instante pro outro. Ou seja, no final das contas não há uma merda de explicação que funcione nesse caso.

2 comentários:

M disse...

gostei desse post. também penso em coisas como essa...
e realmente...simpatia = dar mole, nos dias hoje.
ridículo, mas fazer o que.

' arcano disse...

"Eu acho que eu me acostumei a lidar mais com a tempestade do que com a calmaria. Não é questão de costume, acho eu. É questão de escolha, repito, acho eu."

Em trechos como esse encontro pedaços de mim.