quinta-feira, 28 de agosto de 2008

VÔMITO VERBALIZADO

Em dias como hoje questiono a minha falta de questões a serem questionadas. Não se trata nem de uma falta de questões a se questionar, mas sim a uma falta de apego. Falo de um apego, digamos, terreno. Mas não, terreno ficaria contraditório com a minha visão tão mundana. Em dias como hoje questiono o intransponível anseio que tenho em conhecer. E falo de conhecimento real, principalmente do mais intrigante objeto de estudo: as pessoas. Não que eu queira algum dia dizer que realmente sou pós-graduado em conhecimento de gente! Jamais. Eu tenho esta ansiedade com relação ao entendimento imediato de certos conceitos. Vejo em mim mesmo um antro louco de contradições. Mas não são contradições descomedidas. São contradições, infelizmente, intrínsecas. É impossível respirar o mesmo ar duas vezes, ou ainda respirá-lo em dois lugares diferentes. Falo metaforicamente pois exemplos seriam além de banais. Vejo em várias situações e pessoas uma necessidade totalmente peculiar: a necessidade em si! Essa necessidade também descomedida. Essa necesidade que tem sede de tudo. A necessidade sorvindo da própria necessidade. Questiono a característica da metamórfica ação humana. Da vivência. Do entrosamento. Das ligações que se fazem necessárias. Questiono, analiso. Tento. Mas sei, claro, que como meu questionamento, fico sem muitas verdades. Ou pelo menos sem verdades absolutas, porque o que é a verdade sem o ponto de vista necessário para qualificá-la? Quero questionar sim, mas creio que por vezes questiono o inquestionável. E isso nem sempre é a melhor das alternativas.

The blazing sunset in your eyes will tantalize every man who looks your way. I watched them sink before your gaze. Seniorita sway dance with me before their frozen eyes. I'm so much in love like a little soldier catching butterflies. No man loved like I love you, wouldn't you like to love me too? In the heat of the morning, in the shadow i'll clip your wings, and I'll tell you I love you, in the heat of the morning
[...]
(David Bowie - In The Heat of The Morning)

5 comentários:

T. Berkowitz disse...

"Quero questionar sim, mas creio que por vezes questiono o inquestionável. E isso nem sempre é a melhor das alternativas."

É foda também falar o que é melhor ou pior.
As vezes acho que uma das causas de mudar meu humor do nada é pensar demais. Parece que penso e questiono tudo. Coisas que pra outras pessoas não é nada... mas eu fico lá, pensando em tudo, todas as possibilizades, o porque, etc.
É foda.
Mas eu não queria ser diferente. Não sei.
Realmente não sei.

TE AMO.
(L)

Maicom disse...

Tudo diversificado!
Tudo questionável por ser assim, fruto de um paradoxo?

mariana disse...

Nada que é necessário pode ser algo tão bom, e apego é ruim. Muito ruim.
:~ nhá

T. Berkowitz disse...

atualiza :/

mari_bondo disse...

me surpreendo toda vez que entro aqui e leio algum texto seu...