sábado, 24 de maio de 2008

PLAYING WITH

Sabe, eu adoro brincar com as palavras. É divertido. Quando você aprende mesmo então, fica sendo uma das experiências mais magníficas que se pode ter notícia. E eu já falei bastante sobre como palavras machucam, sobre como palavras têm seus poderes. Sobre como palavras nos deixam escancarados aos outros, assim como, claro, vemos aos outros nus. Essa nudez... É desconfortável se não tratada de forma correta. Deste brincar com palavras, aprendi que é mais ou menos como quem tem o dom da pintura. Simplesmente colocamos tudo pra fora. Tudo que faz parte dessa incansável introspecção. É, esta instrospecção que, no meu caso, me ajuda. Me protege. Protège moi des mes désirs. Sim. Do que eu mais almejo. Ou pelo menos do que eu penso que seja essencial. Sim... Na escolha, nas promessas. Na vida. Em pegar estas palavras e deixá-las em evidência. Como um pintor escolhe suas tintas na sua paleta. E como pintores, quem escreve tem a ciência de encontrar o que não é real no meio de uma singela capa. Who really pretends everything. Quem faz de tudo para que a natureza seja contrariada. Mas, isso é algo que aprendi. O que é de ser, sempre é. O que acontece, têm suas razões. E cada um tem seu tempo. O único cuidado necessário é que este tempo não se exceda e não se torne o clichê tarde demais. [...]

2 comentários:

' arcano disse...

cara, vc escreve muito bem! *-*

sylvia moss disse...

idem a luara! voce escreve muito bem cara! parabéns!

concordo com voce, brincar com as palavras é estimulante, pena que hoje em dia poucas pessoas tenha essa filosofia!

(voce tem um ótimo gosto musical!)