terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

E LÁ VOU EU COM MAIS UM RECOMEÇO

É, o domínio que me hosteava saiu do ar e até onde sei, não volta mais. Então vamos começar tudo de novo com o freezão. Já faz dois dias que comecei minhas aulas. Realmente a vida universitária é algo que só vivendo pra saber. Por enquanto, pessoas ótimas. Tivemos hoje a primeira aula de Introdução ao Ambiente de Trabalho, com uma figura de peso - permitindo-me o trocadilho-piada com um pouco de humor: Jorge Moreno, colunista de O Globo e tudo mais. O cara é uma peça raríssima. Gostei muito.

Venho escrevendo, claro, como de praxe. Hoje, enquanto descíamos da sala de aula, entramos num tópico de que o ser humano liga infância a cheiros. Já eu, na minha singela análise das pessoas, tomei como tema as cores. Fiz então, não hoje, há algum tempo - dia 07, se não me engano - uma busca por estas cores, escrevendo sobre elas.
"Por dentro ainda somos crianças imaturas que aprendem a amar"
Se eu pudesse por um dia voltar a ver as coisas como uma criança vê, acredito que tudo seria diferente desde então. Criança é inocência, é responsabilidade indiferente. É ser, não sendo, apenas participando. É existir sem a dureza do real. Sem a dificuldade do adulto. Tudo é tão fácil. Consigo enxergar nuances das cores infantis. Sinto o toque aveludado do azul-claro que toco ao me remeter a meu primeiro contato social. Sinto o forte vermelho quando penso no primeiro amor. Consigo sentir a grande textura do marrom-escuro do primeiro proibido realizado. Sinto o violeta quando consigo visualizar a primeira derrota. O preto quando tenho o primeiro contato com a repressão. O branco-acinzentado quando sou apresentado ao novo. Cores. Representam tanto. Nostalgicamente necessárias. Eu, como criança, necessitando de referências. O azul do menino. O rosa da menina. O verde do diferente. Tenho vontade de tornar certas coisas novas. Aproveitar de primeira experiência para conseguir a voraz necessidade da primeira vez. Do conhecer do novo. Consigo ver o brilho do amarelo das primeiras conquistas e felicidades. Consigo ver no alaranjado uma busca pelo saber, pelo conhecer, pelo querer sempre mais. Queria abrir os olhos e veemente sentir que não estou aprisionado por essa falsa liberdade que acomete todo singelo ser humano. Sentir que o livre arbítrio é real e não mais uma façanha de grandes nomes. De poucos. Mas, não é possível.

Eu coloquei como título do texto, uma frase de um soneto que minha prima de 12 anos fez pra escola. Achei de suma inteligência tal afirmação. O texto não tem um 'fim'. Despropositadamente proposital.

4 comentários:

Joana disse...

crianças são livres por não precisarem entender o mundo e complexidade da vida do ser humano.
ás vezes gostaria de voltar a ser criança e reduzir minha vida a cores em pedaços de papel e aquarela.

se precisar de host novo ou algo assim, é só falar :)

Joana

Joana disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Daniela disse...

me fez parar pra pensar e me lembrar de mtas coisas.

m. saldanha disse...

quem não queria abdicar da realidade e padecer na inocência de uma criança?