quinta-feira, 7 de abril de 2016

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

sobre ser & estar

a compreensão do mundo é diferente a cada instante a cada segundo a cada momento & tudo é tão mutável quanto único & o entender acaba se tornando o menor dos anseios dos medos e dos sentidos.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

do jeito sem jeito



a incerteza traz
dúvidas que trazem
angústia que traduz
em sentimento sensa-
ções e o abstrato e a 
vida é corrida & e o sab-
er é passageiro & não
querer só é verdadeiro
quando não se pensa 
ou lembra ou vive ou
dói e quando dói é dor
intensa é machucad-
o aberto é ardor
é amor.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

sobre a porta aberta

ela só queria a porta aberta porque com ela aberta ela conseguia ver o sol sentir o vento e enfim sentir-se livre. aquele vento com aquele sol com aquele quê de liberdade fazia com que ela aceitasse a condição de ser feliz. a felicidade, ela sabia, era algo mais presente quando enfim se aceitava. de fato coloca-se barreiras no meio do ser feliz mas isso também faz parte do processo. aquela velha história de que para caminhar para frente e avante, às vezes é necessário um recuo ou uma pequena volta. evitar armadilhas ou caminhos não seguros é importante, mas não vital. e ela sabia. ah, sabia. o medo e o pavor e a sensação de desespero eram íntimos e intrínsecos àquele caminhar. no rumo certo ela sentia estar. e estava. com a porta aberta, ela sentia a liberdade do vento do sol e de ser si mesma. ah, a porta aberta...

quarta-feira, 18 de junho de 2014

sobre o hoje

deixe o pra sempre começar hoje. nada sobre ontem, nem sobre o amanhã. hoje. hoje é o seu único dia.

sexta-feira, 28 de março de 2014

da alma

dejalma sabia que seu nome vinha de uma relação de sua mãe com a palavra alma. o jota foi acrescido apenas para dar sonoridade no que seria dealma. ele tinha em seu poderio uma facilidade gigante de fazer com que as coisas dessem certo. alguns diziam ser o nome que o inspirava a tanta coisa boa & útil & tantos outros adjetivos, mas ele sabia que no fundo nada tinha a ver. sabia e respeitava que as almas existiam e que seu nome fazia homenagem àquela história misteriosa, escondida no mundo. as almas estão aparentes & nuas & quase indefesas, mas pouca gente consegue enxergar. é como olhar para o infinito céu azul e não perceber as nuances dos milhares de tons existentes, atribuindo à cor apenas um tom e só. não. tudo é perfeitamente cíclico e talvez nisso esteja o entender de tudo o que se anseia aprender ou meramente saber. a onda do mar, a lua, as flores, plantas, minúsculos microscópicos seres, e também os gigantes do oceano, do deserto e das florestas: tudo interligado. tudo com a mesma base para se entender. dejalma sabia que estava longe de compreender e mais ainda de ser compreendido, mas sabia que a aceitação de que algo maior existia era necessária. talvez por causa da alma, ele não acreditava que as estrelas morriam e apenas viravam pó cósmico. ele sabia que em seu íntimo repousavam átomos e partículas menores ainda que pertenceram a dinossauros, antepassados e até mesmo seres de outras galáxias. o que ele não sabia & ao fim de sua vida viria a saber que jamais saberia era o propósito de tudo. inclusive das almas.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

das cores do mundo



escrito em 25/05/2011

hoje quero falar de cores, enunciou
como assim?, ouvira em retruque
de como o branco me acalenta, balbuciou
o branco te o quê?, replicara
o amarelo me alegra, continuou
eu não estou te entendendo, gritara
o vermelho me despertou, elucidou

e o cinza?
soara vil.
o cinza me conforta.
respondeu calmo.

...
faz outras cores ficarem vivas.
contrastecontrastecontraste.
...

o preto me satisfaz. ele seria o que
chamariam de abraço no mundo das cores,
murmurou com olhar frenético.
você não sabe o que diz, é isso, bradara
eu sei o que penso faço conheço e não é
muito disso sei mas dessa forma tento,
disse, sério.
ah, pelo amor, desdenhara

falta(m)-me pontos vírgulas e bom senso, rosnou
ela rira.
ele sumiu.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

do sabor do saber

elisa sabia que aquela não seria a primeira e nem a última vez. e sabia que suas idas e vindas tinham motivações diversas. algumas delas só ela entendia compreendia sentia. tanto já se falou da calmaria & tempestade que calos se formam no entender mas entender não basta em algumas situações. o bastante vez em quando não é suficiente bem como a demasia às vezes é pouco e o pouco por quantas vezes é muito. digerir tudo e fazer deste processo uma forma de amenizar quaisquer dores dele advindas é uma das maiores proezas. a certeza plena é sem dúvidas uma grande e eloquente incerteza, mas explico. o certo fato concreto não se balança pois a solidez é verdadeiramente um conceito maciço. no entanto, a incerteza é força motriz de tantas outras peças fundamentais. e por sua inconsistente existência acaba-se pela necessidade de se redobrar em fazer para que tudo funcione. mas elisa sabia, e sabia que não seria a primeira nem a última a sentir o sabor do saber.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

da bidimensional formação



a ponta a somada à ponta b formava um círculo perfeito desses que desmontados e ligando-se as pontas novas uma à outra formam-se semicírculos ou seja a metade bidimensional de um círculo e como se falava essas pontas a e b se procuraram por muito tempo até enfim se encontrarem numa improvável confusão geométrica às escuras mas que ao fim do fato resultou num determinante comum. dessa junção ou melhor e sendo subjetivo porém mais enfático dessa infusão nasceu-se aquilo que nenhuma das pontas conhecia algo que revolucionara a forma de enxergarem suas metades agora um todo. a ponta a e a ponta b formaram talvez não o mais belo dos círculos pois tal fato seria complicado visto que a perfeição da forma deveria fazer parte intrínseca às suas fôrmas mas elas provaram de sensações desconhecidas e isso já bastava para aquilo que se conhecia como modo de vida. a dimensão de tudo estaria na profundidade do vivido & não no tempo como muitos erroneamente pensavam e agiam em prol de, contrariando muitas das leis do bom convívio & do bom senso & da boa fé no sentido mais arreligioso que já se teve notícia. da infusão fusão formação ou qualquer outro nome a que se quiser atribuir àquilo que consideravam o maior fenômeno de todos os tempos nascia & sentia-se sempre a renovação de um estado não visto antes: expeliam bondade irradiavam boas energias & buscavam sempre sintonia com tudo aquilo que disso se alimentava. dentro da matemática, as pontas a e b se uniram ao mundo e se integraram ao todo: o fazer sentido era uma questão de perspectiva de mero estar de mero encontro. mero sempre com a significância de puro & simples.